- Implementação de mecanismos que permitam uma maior justiça na formulação de preços dos produtos agrícolas ao longo da cadeia, de forma a rectificar a situação actual, em que vulgarmente os agricultores vendem produtos próximos ou abaixo dos preços de custo;
- Desenvolvimento de estratégias e ferramentas que fomentem uma maior incorporação de conhecimento técnico-científico nos processos produtivos e pós-colheita das culturas hortícolas, possibilitando a rentabilização dos actuais e futuros investimentos tecnológicos, a maior profissionalização da agricultura e a optimização do consumo de factores de produção;
- Alteração das actuais exigências para a constituição e reconhecimento das Organizações de Produtores (OP), com redução dos volumes mínimos de produto comercializado e maior democratização das estruturas, de forma a possibilitar a criação de OP entre agricultores de média dimensão, representativos da agricultura nacional;
- Reformular os mecanismos de acesso aos apoios do 1º pilar da PAC, de forma a garantir que todos os horticultores possam aceder a estes apoios;
- Prorrogação do prazo de aplicação da Lei n.º26/2013, de 11 de Abril, que determina que, a partir de 26 de Novembro de 2015, todos os agricultores deverão possuir obrigatoriamente o curso de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, para a sua aquisição e utilização, pois não há tempo útil suficiente para garantir a formação de todos os profissionais em falta (mais de metade ainda não tem formação);
- Criar mecanismos que diferenciem e promovam os investimentos com maior criação de emprego no quadro dos apoios do primeiro e segundo pilar da PAC;
- Delineamento de uma estratégia de ordenamento do território sustentável, nomeadamente através da regulamentação com maiores limitações à instalação de florestas de crescimento rápido (ex: eucaliptos) de forma a preservar os recursos naturais, protegendo as áreas de produção agrícola, os recursos hídricos e a fertilidade dos solos;
- Delineamento de estratégias capazes de responder aos possíveis cenários consequentes das alterações climáticas e de garantir a sustentabilidade dos sistemas de produção a longo prazo.
A Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste está disponível para continuar o diálogo com todas as forças políticas que desejem construir soluções para responder às necessidades do sector hortícola. Continuaremos a trabalhar junto dos profissionais do sector, com a certeza de que é possível construir respostas capazes de superar as diversas dificuldades identificadas.
As Jornadas Técnicas terminam esta 6ª feira e o Fórum Tecnologia e Horticultura prolonga-se até Domingo.